A megafesta cultural e artística internacional “Arte Macau: Bienal Internacional de Arte de Macau 2025” (doravante designada por “Arte Macau 2025”) foi inaugurada em Julho do ano passado, apresentando cerca de 30 exposições de arte em 28 locais por toda a cidade, composta por seis secções: “Exposição Principal”, “Exposição de Arte Pública”, “Pavilhão da Cidade”, “Exposição Especial”, “Projecto de Curadoria Local” e “Exposição Colateral”. A par de quase 770 sessões de actividades do programa de extensão, o evento reuniu 160 artistas de cerca de uma dezena de países e regiões, atraindo a participação de cerca de 5 milhões de espectadores. Esta bienal inovou as narrativas artísticas, revitalizou espaços históricos, interagiu com a dinâmica da comunidade e inspirou a vitalidade humanística, transformando Macau numa cidade de Musas onde a vida e a arte ressoam em harmonia.
A “Arte Macau”, desenvolvida conjuntamente pelo Governo da RAEM e por diversos sectores da sociedade local, é um grande evento artístico que congrega a criatividade global, a qual se tornou numa montra caleidoscópica de civilizações e ideias, injectando um forte impulso no desenvolvimento de Macau rumo à construção de “Um Centro” e “Uma Base”.
Inovar as narrativas artísticas da bienal tradicional, criar um novo modo dinâmico de arte pública “in loco”, mais amplo e vibrante
A “Arte Macau 2025” contou com o curador principal de renome internacional Feng Boyi e com Liu Gang e Wu Wei como co-curadores. Sob o tema “Olá, o que fazes aqui?” – uma expressão simples do quotidiano –, a exposição procurou corresponder com a realidade, reflectindo e explorando a história, a memória e as complexidades actuais de Macau num contexto global, ao mesmo tempo que sondou o sentido profundo da simbiose entre o indivíduo e o mundo.
A “Exposição Principal” rompeu com o modelo das exposições convencionais de “cubos brancos” e com a estrutura narrativa da bienal, utilizando meticulosamente áreas não convencionais, como corredores e casas de banho de museus para criar roteiros de visita únicos. Esta abordagem levou o público a reconsiderar a relação entre arte e espaço, desencadeando ainda mais as suas reflexões filosóficas sobre a vida e a existência. Muitas das obras expostas exigiam a participação dos espectadores, transformando observadores passivos em participantes activos através de um verdadeiro “envolvimento” para experienciar as obras de arte. Ao reunir criações de vanguarda de vários artistas de renome internacional, a exposição apresentou diversas perspectivas culturais e tendências artísticas contemporâneas, reforçando assim o papel vital de Macau como plataforma de intercâmbio artístico internacional.
A “Exposição de Arte Pública”, subordinada ao tema “Ondas e Caminhos”, integrou obras de arte no ambiente humanístico local, servindo de ponte para ligar as pessoas entre si e com a cidade, estimulando a ressonância e o diálogo, e remodelando a conotação e os limites dos espaços públicos. A exposição exemplificou vivamente a prática interactiva na comunidade, onde os artistas realizaram observações de campo nos bairros, extraíram inspiração criativa das interacções com os residentes, utilizaram materiais locais para a criação e convidaram os residentes a imaginar e tecer o futuro da comunidade através de uma série de workshops, sessões de partilha e programas de residências artísticas. Ao mesmo tempo, as instalações artísticas interactivas promoveram o intercâmbio entre os participantes. Estas práticas ligaram as artes à vida quotidiana, estabelecendo um novo modo dinâmico de arte pública “in loco”, mais amplo e vibrante.
Uma feira de arte caleidoscópica que se estende por toda a cidade
A “Arte Macau”, desenvolvida conjuntamente pelo Governo da RAEM, empresas, artistas e público, reuniu a criatividade global e tornou-se uma marca icónica de turismo cultural da cidade. A “Exposição Especial”, apresentada pelas seis empresas de turismo e lazer integrado, ofereceu uma feira de arte caleidoscópica com um alinhamento e diversidade de formas sem precedentes. Na secção “Pavilhão da Cidade”, o Pavilhão de Vila Franca de Xira de Portugal e o Pavilhão de Jinan da China focaram-se na tensão entre tradição e inovação nos próprios ecossistemas culturais.
O “Projecto de Curadoria Local” foi realizado através de concurso aberto, que obteve uma resposta entusiasta, tendo recebido um total de 36 propostas de exposições. Após um rigoroso processo de selecção pelo júri, foram escolhidas seis propostas para implementação, representando um aumento de duas propostas seleccionadas em comparação com a edição anterior. Algumas destas exposições convidaram também artistas internacionais, demonstrando uma perspectiva global e promovendo o diálogo entre os cenários artísticos local e internacional. O “Projecto de Curadoria Local” não só proporciona uma importante plataforma para os curadores locais apresentarem os seus trabalhos, como também promove a exploração aprofundada e a apresentação inovadora de temas de Macau, destacando o profundo património histórico e cultural da região, bem como a sua vitalidade humanística contemporânea. Esta edição do “Projecto de Curadoria Local” esteve também associada, pela primeira vez, à Selecção Preliminar para a 61.ª Exposição Internacional de Arte La Biennale di Venezia – Evento Colateral de Macau, China, delineando ainda mais o caminho de desenvolvimento da arte contemporânea local rumo ao palco através da plataforma “Arte Macau”.
As propostas de exposições para a “Exposição Colateral” desta edição foram igualmente seleccionadas através de concurso aberto. Foi recebido um total de 12 propostas, das quais foram seleccionadas nove. As “Exposições Colaterais” estiveram amplamente distribuídas, estendendo-se desde os bairros antigos e o NAPE até ao COTAI e ao campus de Hengqin da Universidade de Macau. Incluíram exposições colectivas de artistas locais, exposições individuais de pintores do Interior da China, mostras de estudantes de instituições de ensino superior e a Exposição de Arte Digital Asiática, entre outras, demonstrando diversidade temática e formal. Algumas das exposições foram amplamente aclamadas pela crítica profissional e pelos meios de comunicação social devido aos seus conceitos curatoriais e expressão artística excepcionais, continuando a estender a sua influência artística.
Programa Adicional para inspirar a reflexão
A entidade organizadora, as empresas de turismo e lazer integrado e os grupos e instituições artísticas locais organizaram conjuntamente cerca de 770 sessões de actividades de intercâmbio artístico e de extensão, contando com mais de 15.000 participantes. Através de abordagens inovadoras à divulgação da arte, as actividades aproximaram diferentes tipos de público e inspiraram novas formas de pensar. Estas incluíram palestras temáticas e conversas apresentadas pelo Curador Principal, Feng Boyi, e vários artistas participantes para explicar os temas e ideias curatoriais. Além disso, vários tipos de workshops de arte, visitas guiadas, concertos, levaram o público a obter uma compreensão mais profundada das exposições. Ademais, diversas exposições tiveram ampla cobertura mediática e por críticos de arte nacionais e internacionais, atraindo o público a conhecer e participar neste evento cultural e artístico. A cobertura mediática e a promoção nas plataformas de novos media alcançaram mais de 10 milhões de pessoas.
A “Arte Macau 2025”, sob o patrocínio da Secretaria para os Assuntos Sociais e Cultura do Governo da RAEM, é organizada pelo Instituto Cultural e co-organizada pela Direcção dos Serviços de Turismo, pelo Galaxy Entertainment Group, pela Melco Resorts & Entertainment, pela MGM, pela Sands China Ltd., pela SJM Resorts, S.A. e pela Wynn Resorts Macau.
Para mais informações sobre o evento, é favor consultar a página electrónica em www.artmacao.mo, siga a conta “artmacao” no Instagram, a página “IC Art” no Facebook, ou a conta oficial “IC_Art_Macao” no WeChat.